sábado, 9 de agosto de 2008

Esse é o cara




Tarefa difícil essa de falar do meu pai. São tantos sentimentos, tão profundos, que chegam a ofuscar a racionalidade que todo texto reclama.
Meu pai sem dúvida é uma pessoa com características tão peculiares que fazem dele um homem sem parâmetro de comparação.
Se eu tivesse de escolher uma palavra para defini-lo, acredito que aquela que melhor caberia no contexto é PRESENÇA.
Meu pai sempre foi alguém extremamente presente na minha vida, aquele pai que participou ativamente de cada momento, por mais breve que ele fosse.
Seu cheiro é doce, seu colo macio, seu toque suave, suas palavras confortantes,seu abraço infinito, seu sorriso sincero, seu choro discreto, seus olhos reveladores, sua presença marcante!
Meu pai é parte de mim, alguém absolutamente imprescindível, que sempre me estendeu a mão quando eu mais precisei, que sabe me criticar nos momentos oportunos, mas que da mesma forma reconhece verdadeiramente minhas qualidades, e não tem qualquer pudor em espalha-las ao vento.
Meu pai, que além de pai foi minha mãe, meu irmão, meu melhor amigo.
Só de falar dele os meus olhos ficam rasos e meu coração espremido.
São tantas lembranças boas que guardo tão carinhosamente, como jóias preciosas.
Quando eu era pequena, tinha cerca de 05 anos, vejam vocês que loucura, meu pai ia me buscar todo dia na escola com sua moto vinho (se não me engano), me colocava na garupa e me levava para o que, na época, era o momento mais aguardado do dia. A super máquina.
Em uma certa rua de Moema, sem movimento, meu pai acelerava a moto e me presenteava com uma deliciosa sensação de liberdade, com o vento no rosto e a emoção na alma.
Um pouco mais velha, para me convencer a ir em meu primeiro acampamento da escola, o meu pai me prometeu que seria o primeiro a chegar para me buscar. Dito e feito, o primeiro carro que avisto é um corcel marrom, saindo dele estava meu pai, com uma boneca enorme no colo e uma saudade gritante em sua expressão.
E a história do Popó e do Totó? Nossa, como eu me emocionava com um exemplo tão simples de perdão. Como eu me emociono cada vez que conto essa mesma história para os meus filhos e me vejo novamente criança ao seu lado.
Sei que aos olhos de muitos, isso tudo pode parecer uma grande bobagem, mas são fatos, entre infinitos outros, que marcaram tanto a minha história com meu pai, que ainda sou capaz de sentir o cheiro de cada um desses momentos.
Com certeza sou uma filha abençoada por um pai que para mim é simplesmente perfeito, ainda que com seus tantos defeitos que o tornam ainda mais especial.
Sempre tive um medo aterrorizador de perde-lo. Desde muito pequena ficava apavorada quando ele demorava um pouco mais para voltar pra mim. Lembro-me que desejava loucamente ter uma câmera nele embutida para acompanhar todos os seus passos, para ter certeza de que ele estava bem, seguro.
Hoje, apesar de casada, de ter a minha própria família, ele ainda é a pessoa mais presente na minha vida. Não tem um dia sequer que não nos falamos.
Pai, você tão presente é o melhor presente da minha vida. Te-lo ao meu lado me conforta, me acalma, me dá a certeza de que nada de ruim pode me acontecer.
Toda minha gratidão nunca será suficiente para demonstrar a enorme alegria que sinto por ser sua filha, por ser parte de você, por ser o seu futuro.
Feliz dia dos pais, você mais que ninguém merece todas as felicitações do mundo.
À você não desejo nada menos do que “todo amor que houver nessa vida”!!
Vai aí uma pequena canção que tanto me lembra você:

Frère Jacques, Frère Jaques,
Dormez vous? Dormez vous?
Sonnez les matines, Sonnez les matines
Ding Ding Dong, Ding Ding Dong

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Gente que faz

Ontem estava eu deitada na minha cama após uma partida de futebol (isso mesmo, ontem eu joguei futebol... e fiz 3 gols heheheh), qdo o meu pai me liga falando para eu ligar a tv no superpop porque estava passando uma reportagem sobre parto humanizado, assunto esse que, como bem sabe ele, é de meu total interesse.
Qual não foi minha surpresa e satisfação ao avistar a mulher responsável por todo meu processo de transformação e conscientização entre uma das convidadas!! Caramba, a Ana Cris tava toda bonitona, maquiada, coisa rara de se ver hehehehe!!
Fiquei tão, mas tão feliz de ver a evolução que teve o trabalho dela. Tudo começou de uma forma tão tímida e agora vira e mexe esse assunto vem à tona, conquistando lugar nos mais variados meios de comunicação, rádio, tv, internet, etc.
Vi partos lindos, realmente emocionantes, e pude reviver mais uma vez esse processo maravilhoso do nascimento, cuja magia se perdeu nos anos atuais da tecnologia, do intervencionismo médico, das desne-cesáreas!
Nessa semana mesmo, voltando do trabalho, ouvi no rádio que o Ministério da Saúde, visando incentivar o parto normal humanizado, editou uma Resolução obrigando todas as maternidades do país, tanto as públicas como as privadas, a disponibilizarem para as gestantes que optem pelo parto normal, um quarto individual ou coletivo específico para o procedimento, com banheiro anexo, permitindo que mãe e filho fiquem juntos no alojamento.
Sem dúvida essa resolução já é uma grande vitória, basta agora saber se ela vai ser realmente implementada, mas isso só o tempo dirá.
O que eu percebo, com muito orgulho, é que há cinco anos atrás (quando eu estava grávida do Pedro) muito pouco se ouvia falar em “parto humanizado”, sequer se sabia o significado da expressão. Hoje, diversamente, sinto que o assunto está em pauta, que a sociedade está se conscientizando, buscando informações
É, aquela plantinha que a Ana Cris tanto falava, agora, depois de muito regada e cultivada, já virou uma linda árvore, que a cada dia nos presenteia com mais frutos, alimentando a esperança de milhares de mulheres de terem o direito de participar ativamente do nascimento de seus filhos, e de trazê-los ao mundo da forma mais natural e harmônica possível. Tão simples assim.
Parabéns Ana pela bela história que você está construindo, mesmo de longe continuo vibrando com suas vitórias. Você certamente é aquele tipo de pessoa que faz toda a diferença!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Nós e nossos erros

Eu já errei muito nessa vida. Comigo não existe aquele bordão de “não me arrependo de nada do que fiz”, acho de uma tremenda falsidade sair por aí repetindo esse tipo de frase feita. Que humano meu Deus do céu não guarda um arrependimento? Que criatura não gostaria de voltar no tempo para fazer algo que não fez, ou não fazer algo que fez?
Me arrependo sim, porque acredito que sem arrependimento não há aprendizado.
Não me vanglorio dos meus erros, nem um pouco, porém posso afirmar que, por ser uma pessoa capaz de me arrepender, dificilmente sou reincidente. Errar uma vez é absolutamente compreensível e até saudável, o problema é não aprender com nossos deslizes.
É claro que do erro sempre vem uma lição, porém, nem por isso eu deixo de me arrepender de ter errado.
Quem não se arrepende não tem sequer humildade para assumir que errou. É como se pensar assim fosse um tipo de consolo para amenizar os equívocos que tantas vezes cometemos, ainda que inconscientemente.
Da mesma forma que não me permito insistir no mesmo erro também não admito isso das pessoas que me cercam. Sou alguém plenamente capaz de perdoar, acho a intolerância uma burrice sem fim, a perfeição não existe para ninguém. Porém, sou turrona o bastante para limitar o meu perdão a uma única chance. Então, meus caros, comigo é assim, podem errar a vontade, poucas coisas nesse vida são imperdoáveis, mas não esperem a minha compreensão mais do que uma vez, pois minha nobreza não alcança patamar tão elevado assim!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Caminhando contra o vento


Eu amo viajar, conhecer lugares, pessoas, culturas, enfim, sair um pouco dessa minha vidinha e me jogar nesse mundo maravilhoso!!!
Viajar é sem dúvida uma escola da vida, onde vivemos de perto tudo aquilo que, nos livros, nos parece tão distante.
Apesar de ter sido mãe precoce, eu já viajei muito na minha vida, sempre fui meio adiantada com essas coisas (e outras mais tb), e graças a Deus também pude contar com o apoio ($$$) do meu pai, q da mesma forma é um viajante inveterado!
Sendo assim, com 19 anos eu já conhecia praticamente o mundo inteiro. Todas as minhas viagens foram inesquecíveis, aventureiras e recheadas de emoção.
A mais doida delas foi uma q eu fiz entre 17/18 anos com duas amigas. Fomos para a Europa, sem absolutamente nenhum roteiro. Ou melhor, elegemos algumas cidades e começamos pelo norte do continente (Bélgica) e fomos descendo até a Grécia, passando pela Alemanha, Áustria, Holanda, República Tcheca, Itália, etc....
Na verdade hoje eu penso que éramos mesmo três malucas. Viajamos assim ao vento, sem qualquer hospedagem reservada, com um Frommer no bolso, e um inglês tupiniquim na ponta da língua!! Isso foi no começo de 1999 (bem no início do meu namoro com o Ric), passamos o carnaval em Roma, dançando samba em um bar brasileiro cheio de Italianos desajeitados!!
Eu tenho a estrada no sangue, sinto um prazer enorme, quase alucinante, de colocar uma mochila nas costas e sair por aí, sem lenço nem documento...
Lógico q depois q fui mãe nunca mais pude me aventurar dessa forma, isso é uma das coisas que eu mais sinto falta da minha época free lance.
Mas realmente não tenho do que reclamar, mudei o foco dos meus prazeres, as prioridades não são mais as mesmas. O bom de ter filhos cedo é poder aproveitar o antes e o depois. Sei q qdo meus pequenos crescerem ainda vou ter a juventude e disposição necessárias para esse tipo de aventura!
Não gosto de viagens programadas, daquelas com lugares e roteiros prontos, tipo pacote turístico. Odeio city tour!! Para mim a grande delícia é justamente não saber o que me espera. Tudo na minha vida sempre foi assim, nunca fui aquele tipo de pessoa organizada, com planos e metas, eu simplesmente não sei viver dessa forma.
Sonho em fazer esse tipo de viagem com o meu amor, que infelizmente não teve as mesmas oportunidades que eu. Mas tenho certeza de que um dia, com as crianças um pouco mais crescidinhas, irei reviver essa paixão ao lado dele, que como um ótimo companheiro de vida, certamente será o parceiro ideal para minhas andanças.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Nós e o Santa

A escolha da escola dos nossos filhos é sempre um passo importante, que gera uma infinidade de inseguranças e incertezas. A primeira escolinha dos meus pequenos, eu confesso, foi escolhida com base em dois critérios nem um pouco louváveis: preço e localizaçao. Infelizmente naquela época eu não tinha muita opção, não podia gastar muito com escola e menos ainda com transporte, o q exigia q o acesso à escola fosse o mais simples possível: pernas pra que te quero!!!
Porém eles foram crescendo, e junto com eles as minhas infindáveis frustraçoes com a escolinha, que nem de longe atingia a minha expectativa. O estopim da crise, e do rompimento, foi o dia em que meu filho menor chegou em casa e me disse que o Ronald Mcdonald tinha ido na escola, pasmem!!
O Ricardo tb ficou indignado e escreveu uma carta para as diretoras expondo sua contrariedade com tal episódio!! A resposta veio da forma mais esperada possível. O tal palhaço foi fazer um show promovendo a amizade, e, segundo a visao nem um pouco pedagógica das professoras, aquele dia teria sido muito "educativo" para as crianças. Ah, tá!!
Eu já estava bem de saco cheio daquela rotina sem conteúdo, onde o dia das crianças era comemorado no Parque da Xuxa, onde infinitas propagandas eram enviadas pela agenda, onde as crianças eram submetidas ao ridículo em todos os dias das maes, cantando músicas completamente fora de contexto, tipo Ivete Sangalo e Daniela Mercury.
E as festinhas de fim de ano, então? Sempre aquele desastre, sem absolutamente nada a acrescentar, sem qualquer mensagem, sem qualquer sentido.
Lembro-me perfeitamente, em uma certa ocasião, onde o tema da festa era as 4 estações, e colocaram a Lua, na época com 05 anos para dançar "eu só quero q vc me aqueça nesse inverno, e q tudo mais vai pro inferno".
Olha, são tantos episódios bizarros que eu perderia dezenas de linha desse blog descrevendo ocada um deles, e essa, definitivamente, não é a minha intenção.
Nem preciso dizer que eu era solitária nessa minha revolta, pois nenhuma outra mãe concordava com os meus comentários, nenhuma mãe conseguia enxergar tanta futilidade e tanta falta de projeto pedagógico!!!
Depois de muito sofrer e me indignar eu resolvi que realmente não dava mais, e que se fosse preciso mudar minha vida para colocar meus filhos em uma escola digna de tê-los como alunos eu o faria com gosto e prazer.
Visitei uma infinidade de escolas. Cheguei a cogitar seriamente em colocá-los em uma Waldorf, li sobre essa pedagocia, me encantei e me apaixonei. Fui conhecer a Rudolf Steiner e tudo me pareceu perfeito.
Porém, com o tempo e após muito estudar sobre o assunto vi que a minha família não tem o estilo de vida próprio das famílias da Waldorf. Eu entao percebi que por mais bela e coerente que fosse essa proposta pedagógica os meus filhos ficariam divididos entre dois mundos. Contradiçao para uma criança é algo muito difícil de lidar e pode causar frustrações incorrigíveis.
Seria o mesmo que eu os colocasse em uma escola vegetariana (não é o caso, só um exemplo), e os recebesse em casa com um belo prato de picanha para o almoço.
Embora eu admire muito a pedagogia Waldorf vi que a roupagem nao servia no estilo de vida que nós levamos!!
Sendo assim, descartada a Waldorf, continuei a minha longa caminhada, até q um belo dia o destino me levou para o Santa.
A Lua tem uma amiga muito próxima, q já estudava lá há um tempinho. Certa vez essa amiguinha a convidou para passar o dia do amigo com ela no colégio. Eu fui levá-las e lembro que no caminho pensava comigo: - Que escola mais longe santo Deus (nós ainda morávamos em Moema).
Quando cheguei na escola senti um calafrio. Q lugar era aquele? Um bosque enorme, com árvores, flores e pássaros para todos os lados. As salas de aula, todas térreas, como se cada uma fosse uma casinha. No "quintal" das casas havia lixeiras recicláveis. Tudo me pareceu um cenário quando eu deparei com um lindo córrego passando pelo meio do colégio.
Eu fiquei muito encantada com tudo aquilo, que lugar era aquele perdido no meio dessa metrópole tao acizentada??
Saí loucamente em busca de informações sobre o Santa Maria, pesquisei na net, conversei com os pais do colégio e toda aquela minha primeira impressão só foi se confirmando e fortalecendo a cada dia.
É uma escola encantadora, regida pela pedagogia humanista, que valoriza o ser humano, a cidadania, a convivencia harmônica e respeitosa entre os colegas.
Só para vocês terem uma pequena idéia da mentalidade do colégio, eles se recusaram a derrubar uma única árvore para constuir uma cobertura junto à saída das crianças, e, por tal razão incorporaram a capa de chuva como uniforme obrigatório para os alunos! Fantástico!!
Não pensei duas vezes antes de me mandar de moema e comprar um ap. bem aqui no quintal do Santa, compartilhamos o mesmo jardim, os mesmos pássaros, a mesma ideologia, os mesmos valores.
Hj demoro o dobro de tempo para chegar no meu trabalho, pego um trânsito horrível, tormentoso, mas não me arrependo um minuto sequer. Estou feliz, tranquila e realizada, certa de que meus pequenos estão em um lugar merecedor de minha confiança e credibilidade.
Quero muito contar pra vcs um pouco sobre o Santa, mas fica para o próximo post, pq já está tarde, eu tô cansada e amanhã é um dia muito esperado para nós: A Lua vai tirar o gesso!!!!
bjos

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Por que?

Momento revolta.
Não me bastassem as três cesarianas que já relatei aqui no Blog, agora me aparece uma muito pior.
Pergunto para o boy, q acabou de ser pai:
- E aí, Bruno, como está sua bebê?
- Ah, acabou de ir no médico,
-Mas o q ela tem?
- Então, a minha mulher estava sem bico no peito (como assim, existe peito sem bico? Eu nunca vi), e o médico mandou ela dar o Nam, misturado com o Ninho (pq ele não tem dinheiro, coitado)!!!
Imaginem aqui a minha cara de horror!! Com certeza mto pior do q vcs podem imaginar.

...continuando

-Daí, essa semana a minha mulher começou a dar o leite do peito também (ufa!!!), e só complementar com o Nam, mas então a menina começou a vomitar, e o médico disse q ela havia se acostumado com o Nam e que o leite do peito estava fazendo mal.

Para tudooooooooooooooo!!!!

Olha, juro q não me contive. Como assim o leite materno fazendo mal??? Gente, que mundo é esse?? Então o saudável é o Nam??

-Olha, eu não quero me meter, mas não posso ficar quieta. MUDA JÁ DE PEDIATRA!!!! Esse cara é um idiota, como mandar dar Nam para um recém nascido pq a mãe não tem bico?? Como falar q o q está fazendo mal é o leite do peito e não o Nam??? Olha, esse imbecil só pode receber comissão da Nestlé, ou algum patrocínio, ou é só um retardado mesmo!!!
O moleque me olhou com uma cara de assustado... ô dó!!

Impressionante como somos vítimas da nossa ignorância. Impressionante como deixamos de questionar certas coisas de fundamental importância na nossa vida!!
Quando somos crianças qualquer dúvida vem acompanhada do celebre “por que”? Agora eu pergunto: Por que perdemos essa capacidade tão simples e arcaica? Por que adotamos o conformismo como estilo de vida?
Ah, deve ser porque dá menos trabalho. Nesse momento me vem a mente aquele personagem do Auto da Compadecida, o Chicó: “ah, não sei, só sei que foi assim”
Uma pena perdermos essa curiosidade da infância, onde não aceitamos um “porque sim” como resposta, e o primeiro “por que” vem sempre acompanhado de tantos mais.
Veja bem que isso é inclusive uma auto-crítica, porque eu mesma, muitas vezes, por falta de tempo na maioria delas, e por vergonha em outras mais, deixo de exigir explicações acerca de assuntos que, não raro, são de meu inteiro interesse.
E o pior de tudo é que, infelizmente, por mais triste que isso seja, as vítimas de nossa “ignorância” nem sempre somos nós mesmos!!
Fica aí uma reflexão, vamos parar de ser espectadores de nossa própria vida, deixemos de aceitar respostas vazias, sem conteúdo, frívolas e obscuras.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Enfim, a solução!!

Férias escolares, para nós, mães que trabalham fora, são sempre motivo de aflição. Graças a Deus eu sempre pude contar com meus sogros, que moram no Rio, são aposentados, e se dedicam aos pequenos apaixonadamente.
Sendo assim, sempre que não conseguimos conciliar nossas férias, eu tive esse ponto de apoio, pois lá fico tranqüila e certa de que eles estão sendo muito bem cuidados, com amor e dedicação em tempo integral.
Ocorre que nessas férias a coisa ficou um pouco mais complicada. Isso porque com o acidente da Luana a viagem deles para o Rio vai ficar inviável. Na próxima terça-feira (graças a Deus), ela vai tirar o gesso, depois de seis semanas de incômodo. Porém, é aí que começa a fase mais complicada da recuperação, que são as sessões de fisioterapia.
Por conta desse tratamento, obviamente, ela não pode sair de SP, o que nos acarreta uma série de preocupações.
Eu estou nesse escritório há menos de um ano, então férias antes de outubro, está totalmente fora de cogitação. O Ric é autônomo, se não trabalha, não ganha também, e nossas dívidas não esperam as férias escolares para vencerem.
Eu estava desesperada, me descabelando para encontrar a melhor solução para o impasse. Eu só tenho uma empregada, q cuida de tudo sozinha, crianças, comida, roupas, casa, etc. Não tenho com quem contar aqui em SP!!!
Conclusão: minha empregada teria de passar o mês inteiro com duas crianças dentro de casa, sem poder sair pra nada!! Isso é ou não é desesperador?? Imaginem o tédio de duas crianças pequenas, sem nenhuma distração, sem nenhuma atividade, com os pais trabalhando o dia inteiro?? Definitivamente, não dá.
Comecei então a procurar alguma colônia de férias aqui em SP mesmo, só para eles passarem uma parte do dia. Achei algumas bem legais, mas com preços absurdos que eu jamais poderia cogitar em pagar, mesmo diante de todo o meu calvário.
Mas como eu sempre consigo encontrar solução para os meus problemas, ontem de noite me liga um anjo em casa e me acende um farol lá bem no fim do túnel.
A Estação Natureza, que é uma fazendinha que fica há menos de 10 minutos da minha casa está com uma programação de férias. As crianças ficam lá no período da tarde e têm atividades super interessantes, bem integradas com a natureza. E o preço é algo bem mais viável do que as outras opções que eu tinha pesquisado. E para fechar com chave de ouro essa descoberta, a mãe de uma amiguinha da escola da Luana, que mora do lado de casa, se propôs a levá-los e busca-los todos os dias.
Nossa, eu to tão feliz, tão aliviada por não ter que fazer das férias deles um período de ócio e clausura!!!
E aquela culpa enorme, que teimava em pairar sobre meus ombros, já está bem mais amortizada, porque não há nada pior para uma mãe do que ver seus filhos sacrificados por sua ausência.
Mas eu realmente não tenho do que reclamar, porque Deus me presenteou com filhos maravilhosos, carinhosos, seguros e bem resolvidos. Como eu sempre trabalhei fora, isso já faz parte da rotina deles e eles não mostram qq sinal de revolta, mas mto pelo contrário, me recebem em casa com todo amor e admiração do mundo!!
Bom, para quem tem um problema parecido com o meu, vai aí a dica de uma boa programação para as crianças nas férias.
O site da fazendinha é http://www.estacaonatureza.com.br. Eles também têm programação de fim de semana e até durante a semana, para aquelas mães abençoadas que têm o privilégio de curtir as férias ao lado dos filhotes.
bjos